Sua versão do navegador está desatualizado. Recomendamos que você atualize seu navegador para uma versão mais recente.

 

 

Pesquisadores da Universidade da Cidade de Hong Kong revelam que as artes marciais chinesas podem reduzir o comportamento agressivo das crianças

 

Tradução livre por: Marcos Rogério de Souza

 

Aprender as artes marciais chinesas tradicionais tem uma influência direta na redução do comportamento agressivo entre alunos, de acordo com um estudo recente realizado pela Universidade da Cidade de Hong Kong (CityU).

Este é o primeiro estudo cientifico realizado para avaliar o impacto das artes marciais chinesas em crianças pequenas. O estudo envolveu uma amostra de 315 crianças de 6 a 12 anos de diferentes escolas e classes sociais.

“Os resultados revelam que o ensino adequado dar artes marciais chinesas pode reduzir significativamente o comportamento agressivo, comportamento delinquente e problemas de atenção entre estudantes”, disse o Dr. Annis Fung Lai-chu, professor associado do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da CityU.

“Muitas pessoas, incluindo alguns alunos novatos, veem as artes marciais chinesas como apenas um conjunto de habilidades para o combate corpo a corpo”, explicou o Dr. Fung, o pesquisador principal do projeto, “mas a essência desta parte de nossa herança cultural reside no código de ética (WuDe)”.

“As crianças aprendem a lutar para não lutar”, disse o Sr. Toney Lee Ka-hung, o co-pesquisador do projeto, que também é formado pelo Programa de Mestrado em Psicologia Aplicada da CityU.

Os pesquisadores da CityU selecionaram 244 meninos e 71 meninas entre 3511 alunos de 12 escolas primárias e um lar de crianças que completaram questionários sobre agressividade. As crianças na amostra final, composta por 315 crianças, foram então distribuídas aleatoriamente em quatro tipos de grupos de intervenção: 1- habilidades em artes marciais apenas (85); 2- Ética das artes marciais apenas (77); 3- Uma combinação de habilidades e ética (79); e 4- Apenas educação física, que serviu como grupo placebo (74).

Cada grupo participou de 10 sessões e os participantes foram avaliados com comportamento agressivo reativo e proativo, comportamento delinquente e problemas de atenção, antes e depois do programa de treinamento.

“No grupo combinando habilidades e ética, encontramos uma redução significativa no comportamento agressivo na avaliação pós-teste”, disse o Dr. Fung. A agressão reativa, a agressão proativa, o comportamento delinquente e os problemas de atenção entre esse grupo caíram 42%, 65%, 55% e 40% respectivamente (os diagramas dos achados podem ser encontrados no final do artigo).

Enquanto o grupo de habilidades e ética teve o melhor resultado, os resultados mostraram uma redução no comportamento agressivo geral tanto no grupo de ética quanto no grupo de habilidades de 29% e 34% respectivamente, após a intervenção. O comportamento delinquente e os problemas de atenção das crianças no grupo de habilidades somente também diminuíram 36% e 28% respectivamente. No entanto, não foram observadas alterações estatisticamente significativas no comportamento delinquente ou problemas de atenção no grupo de ética.

Em comparação com o grupo placebo, o grupo combinando habilidades e ética teve o efeito de tratamento mais forte.

Os membros do grupo que aprenderam habilidades e ética tendem a resolver problemas usando a ética marcial – ou seja, preferiram usar métodos não agressivos e habilidades de autodefesa em resposta a serem provocados, atacados ou intimidados.

O código de ética foi instilado nas crianças, fazendo com que eles assistissem filmes de kung fu como Fearless, Ip Man 2 e Kung Fu Hustle. Através de discussões guiadas e cenários sociais de representação de papéis estimulando conflitos interpessoais, as crianças modelaram como os personagens usaram a ética marcial para lidar com conflitos.

Provérbios sobre WuDe como  “不懂打人学打人, 学习打人不打人” (bù dǒng dǎ rén xué dǎ rén xuéshì dǎ rén bù dǎ rén) – “Quando não se entende sobre bater nas pessoas se aprende a bater nas pessoas, quando se aprende a bater nas pessoas não se bate nas pessoas”, foram introduzidos como parte do currículo, explicou Lee, e as crianças os acharam intrigantes e gostaram de recitá-los.

O projeto de pesquisa recebeu uma doação de US$ 390.400  e será estendido até o próximo verão para coletar mais dados.

O estudo também aborda características distintas das habilidades marciais chinesas e da ética. “As descobertas lançam luz sobre as implicações do uso das artes marciais chinesas como uma intervenção de redução da agressão”, disse o Dr. Fung, especialista em pesquisa sobre comportamento agressivo escolar e sua intervenção.

 “É claro que podemos impedir que crianças com atributos agressivos cresçam se tornando adultos agressivos que poderiam cometer crimes violentos”, disse o Dr. Fung. “Esperamos que uma metodologia de ensino baseada em artes marciais chinesas possa ser derivada dessa pesquisa e adotada pelas escolas locais em um futuro próximo”.

 

Website com a matéria original: 

http://wikisites.cityu.edu.hk/sites/media/pr/Pages/2016071000.aspx

 

Saiba mais sobre a Associação Sunbin, clicando AQUI!

Gostaria de estudar wushu-kung fu e a cultura chinesa conosco? Clique AQUI e entre em contato!!!